sábado, 1 de outubro de 2011

Ele.

Eu sei que ele sonha. Ele sonha em poder encontrá-la. Encontrá-la em seu quarto,em sua casa,em seu coração. Ele sonha em poder dar a ela o que ela merece. Ele sonha em poder tratá-la bem. Sonha,porque a ama. Quer dar uma rosa vermelha a ela,todos os dias. Ele gostaria de tê-la em seus braços. Gostaria de demonstrar todo seu amor,que é maior que o universo. Ele gostaria de poder beijá-la ao menos uma vez,e dizer que a ama. Mas ele partiu. E ela também. Ela nunca ligou para ele,na verdade. Sinceramente,ela nunca o amou. Sempre o achou interessante,uma boa pessoa para investigar. Uma incógnita,na verdade. Mas ele nunca conversou. Sempre apareciam juntos,calados,e uma leve e fria brisa falava por eles. O silêncio. A angústia. A vontade de conversar sobre qualquer coisa,mesmo que fosse inútil e desnecessária. Mas o tempo passou. Os dois seguiram caminhos diferentes. Ele se foi. Ela também. Mesmo assim,o destino insistiu em colocá-los lado a lado. Mas agora já é tarde. Ela não sonha mais com ele. Não tem mais vontade em descobrir nada sobre ele. Talvez seja mentira. Mas ele pensa assim. Ele só não sabe que ela tem curiosidade. Mas não o ama. Isso é fato. Mas continua pensando,vivendo. Continua sonhando em,um dia,conversar com ele. Sem a brisa mal-educada a atrapalhar. Sem o silêncio. Sem angústia. Sem medo. Sem ódio. Sem volta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário