quarta-feira, 25 de abril de 2012
Eu sou o Mensageiro - Markus Zusak.
A minha resenha sobre este livro tão interessante é bem simples, curta e objetiva, acredito eu. Ou talvez não. Não faço resenhas sobre TODOS os livros que já li, mas estou pensando em fazer. Já foram tantos livros que eu nem me recordo dos nomes às vezes.
"Eu sou o mensageiro" é um livro do autor Markus Zusak. Sim, aquele mesmo autor do livro -que ganhou uma fama enorme- "A Menina que roubava livros".
Na minha opinião, ambos são ótimos, mas "Eu sou o Mensageiro" me emocionou mais. Não, não só me emocionou mais. Mas acho que a escrita do autor estava bem melhor.
A situação começa quando Ed Kennedy, um cara em seus dezenove anos, está em um banco, com o seu amigo, discutindo sobre seu carro -que já é extremamente velho- e o banco sofre um assalto. Ed, como era conhecido, acaba conseguindo a arma do bandido após um longo tempo de discussões no banco. Consegue pegar o bandido depois de um período de perseguição. O mesmo tenta escapar, usando o carro do amigo de Ed, Marv, mas o carro é tão velho, que a operação acaba sendo mal sucedida.
Após este dia, a vida de Ed muda. Como? Simples: ele passa a receber inúmeras correspondências estranhas e anônimas, com mensagens simples, contendo apenas endereços, nomes, frases ou coisas do gênero, e com cartas de baralho.
Baralho. Ed e seus amigos, todos taxistas, adoravam jogar cartas.
Tinha o Marv -o cara do carro velho e escantembado; Tagarela nato e pão-duro por natureza, que nunca pagava nada e tinha uma fortuna guardada no banco, mas os amigos nem sabiam o que ele pretendia fazer com aquela grana -, o Ritchie -Bebedor de cerveja nato também - e a Audrey. Ah, a Audrey... O amor não correspondido de Ed Kennedy.
Ed começa a procurar entender o sentido das cartas que recebe, e percebe que são mensagens. Mensagens de coisas que ele deve fazer. Deve ajudar as pessoas, deve solucionar seus problemas. Ed, que se sentia tão inútil, em sua vida que não tinha mais escolaridade, e apenas trabalhava como um mero taxista -que era aparentemente detestado pela mãe-, conseguiu seu autorreconhecimento. E assim passou a perceber que ele também servia para alguma coisa.
O livro é muito bom, bem interessante. Os desafios colocados na vida de Ed são difíceis, mas ele supera todos.
Características segundo o meu ponto de vista:
O autor usa uma linguagem bem atual, contemporânea. Portanto, facilita a compreensão de quem não gosta muito de linguagens formais e mais antigas, não muito utilizadas. Também não utiliza muitos eufemismos,a linguagem é bem direta, mas ao mesmo tempo é emocionante e nos faz refletir. Este é o "x da questão": mesmo sem a utilização de eufemismos, a linguagem tem um toque emocionante, pois a estória que o autor criou é assim.
Recomendo o livro, e sinceramente, entrou para a minha listinha dos favoritos.
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